07/05/2021 | Cultura

Acompanhe a programação de oficinas culturais de junho

O Programa Oficinas Culturais realiza, durante o mês de junho, oficinas sobre diferentes temáticas. A participação é online e gratuita, e as inscrições podem ser feitas por meio dos links disponibilizados para cada oficina.

O projeto é realizado pelo Programa Oficinas Culturais, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo de São Paulo, gerenciado pela Poiesis - Organização Social de Cultura e tem apoio da Secretaria de Cultura de Bauru.

A programação completa de oficinas gratuitas pode ser vista em http://poiesis.org.br/maiscultura. As formações culturais já gravadas podem ser assistidas em https://www.youtube.com/OficinasCulturaisdoEstadodeSaoPaulo.

Acompanhe a programação:

Bate-papo com o poeta Carlos de Assumpção: Com o que sonham os poetas?
O bate-papo tem coordenação por Carlos Assumpção e mediação por Felínio Freitas, e ocorre dia 1 de junho, das 18h às 20h, por meio da plataforma Zoom. A idade mínima para participação é 16 anos. As inscrições estão abertas até o preenchimento das 100 vagas e podem ser feitas por meio do link https://us02web.zoom.us/meeting/register/tZMsfuupqDwjHNE1X_DFG4JK7Y9dFqWgUx22.

O bate-papo abordará a trajetória, a poesia, o processo criativo e as inspirações do poeta Carlos de Assumpção. Nascido em em Tietê, no interior paulista, em 1927, Carlos escreve desde os 14 anos de idade. Publicou “Protesto”, seu livro de estreia, em 1982. Nas décadas seguintes, lançou mais quatro volumes de poemas. Mas o reconhecimento de sua obra pelo grande público ocorreu somente no ano de 2020, a partir da publicação de uma reportagem no Caderno Ilustrada da Folha de S. Paulo e posteriormente também com a publicação do livro “Não pararei de gritar”.

Felínio Freitas é mestrando do Programa de Pós Graduação em Artes, do Instituto de Artes da UNESP. Atua como educador e mediador de leitura para crianças, adolescentes e adultos. Na área literária, fez a curadoria de feiras, mesas, palestras e foi parecerista na área de literatura e artes em editais no Estado de São Paulo e outras regiões do Brasil.

Danças populares – Catira, fandangos e suas peculiaridades
A oficina tem coordenação por Fernanda Colli e ocorre no dia 2 de junho, das 18h às 21h, por meio do Zoom. As inscrições estão abertas até o preenchimento das 100 vagas e podem ser feitas por https://us02web.zoom.us/meeting/register/tZYofuGtrDIpHdTER8EYWplPIDqXpZFT_GqZ.

O projeto apresenta reflexões sobre as danças catira e fandangos, aborda seus principais representantes e a grande contribuição histórica, rítmica e social para paulistas e paulistanos.

Fernanda Colli é nascida e criada em Araçatuba, interior de São Paulo. Catireira, integra o Grupo de Catira Novos Araçás, é coordenadora do projeto Catira em Araçatuba, presidente do Conselho Municipal de Políticas Culturais, coordenadora de projetos do Centro de Tradições Culturais de Araçatuba, presidente da comissão da Juventude da IOV Brasil, organização de cultura popular reconhecida pela UNESCO.

Oficina - O inconsciente criativo - módulo 2
A oficina é coordenada por Patrícia Teixeira e ocorre nos dias 7, 9, 14, e 16 de junho, das 14h às 16h, por meio do Zoom. O público-alvo são estudantes de teatro, de cinema, de vídeo, artistas e educadores e profissionais de áreas afins. São disponibilizadas 30 vagas. As inscrições podem ser feitas até o dia 16 de maio, por meio do link https://forms.gle/RFGokqn5gEx4r5gE8.

O objetivo da oficina é ampliar a leitura do processo de criação do ator/atriz, performer, dramaturgo(a), roteirista, diretor(a), entre outros profissionais de áreas afins por meio do estudo sobre a criatividade do inconsciente e a relação deste com a teoria de Carl Gustav Jung, fundador da psicologia analítica. Neste segundo módulo, o curso buscará correlacionar o estudo de 3 personagens com matrizes arquetípicas e mitos, ampliando as possibilidades da dramaturgia, atuação e encenação. As personagens escolhidas serão: Salomé de Oscar Wilde, Dora do filme “Central do Brasil e mais uma escolhida pelos alunos. Um material será encaminhado antes da oficina começar para situar participantes que não estiveram na módulo 1.

Patricia Teixeira é atriz, professora de teatro e direção teatral e diretora da Cia. Coexistir de Teatro, além de especialista no método Stanislavski de Teatro pelo GITS, em Moscou. Psicóloga, especialista em abordagem junguiana, mestre em Psicologia Clínica e doutoranda. Professora universitária da PUC e UNIP e coordenadora do projeto Teatro Intra-muros na Penitenciária Feminina da Capital de São Paulo desde 2008. Professora de teatro do projeto “Desenvolvendo Talentos” da Fundação Dorina Nowill para Cegos e em oficinas culturais da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo.

Clube de leitura de dramaturgias
A oficina é coordenada por Tadeu Renato e ocorre nos dias 7, 10, 14, 17, 21, 24 e 28 de junho, das 18h às 20h, por meio do Zoom. A idade mínima para participação é 16 anos. São disponibilizadas 50 vagas. As inscrições podem ser feitas até o dia 16 de maio por meio do link https://forms.gle/4UMPfYWV4Qquduvy8.

Os participantes desta oficina serão convidados a leitura de peças de teatro escritas por dramaturgas e dramaturgos brasileiros modernos e contemporâneos, com breve exposição sobre os autores e suas obras, seguido de bate-papo com os participantes sobre impressões de leitura.

Tadeu Renato é graduado em filosofia e atualmente estuda artes visuais. Dramaturgo, formou-se em 2011 no curso de dramaturgia da SP Escola de Teatro. É autor de 15 textos encenados por diversos coletivos teatrais de São Paulo, Piracicaba e São José dos Campos. Publicou o livro infantil “Genésio: A Cobra Acrobática”, em parceria com Daniel Gatti, e o livro de poemas “Letras para melodias corporais”.

Percepções corporais e criatividade através da dança
A oficina é coordenada por Urubatan Miranda da Silva e ocorre no dia 8 de junho, das 18h às 21h, por meio do Zoom. A idade mínima para participação é 16 anos. As inscrições podem ser realizadas até o preenchimento das 30 vagas, por meio do link https://us02web.zoom.us/meeting/register/tZApc-6srj8iE90LGeGKdlHFfOr25rIgiInH.

A oficina tem como proposta buscar uma nova possibilidade de construção poética de movimento, integrando os participantes e viabilizando a construção de um exercício criativo.

Urubatan Miranda é artista visual, pesquisador em dança e professor. Mestrando no Programa de Pós-graduação em Arte pela UERJ, especialista em Estudos Contemporâneos em Dança, especialista em Ensino de Filosofia e graduado em licenciatura em artes visuais. Como intérprete/pesquisador, integrou a Dual Cena Contemporânea, Cia Danças Claudia de Souza, Cia Sansacroma, Fragmento Cia de Dança e o Coletivo Intermitente Abismo de Sonhos. Atualmente trabalha de maneira independente em plataformas de criação e residências artísticas atendendo a necessidade de se aprofundar como artista-pesquisador e de pensar ações artísticas e culturais.

Ancestralidade, narrativas e contemporaneidades indígenas
A oficina é coordenada por Kuawá Apurina (Pietra Dolamita) e ocorre em duas turmas. A turma A acontece nos dias 9 e 11 de junho, das 14h às 16h, enquanto a turma B acontece nos dias 16 e 18 de junho, das 10h às 12h, por meio do Zoom. A idade mínima para participação é 16 anos. São disponibilizadas 30 vagas. As inscrições podem ser feitas até o dia 18 de maio, por meio do link https://forms.gle/9tzvWasUHmMMPFKX8.

A oficina tem como proposta discutir as invenções, as inverdades e o reconhecimento da existência indígena no interior da sociedade e na educação, além do reconhecimento da dinâmica das mudanças sociais no tempo e no espaço.

Kuawá Apurina (Pietra Dolamita) é antropóloga e arte-educadora. Nasceu indígena da etnia Apurinã do Médio Purus, AM. É doutoranda em Antropologia, bacharela em direito, licenciada em Artes Visuais, mestra em antropologia, mestra em educação e tecnologia e membra fundadora do Instituto Pupykary do Povo Apurinã. Desenvolveu pesquisa com o tema “Mulheres Indígenas Kaiowá do Mato Grosso do Sul, Violências e Ancestralidades indígenas”. Foi produtora e diretora do documentário 2018, vencedor da 1ª Mostra Latino-americana de Arte e Educação Ambiental (Mola). Atuou na Cia. Ubuntu de teatro interpretando textos no projeto “Permuta” e atua como antropóloga no Ruidosa Alma.