14/09/2021 | Bem-Estar Social

CRAS Nova Esperança realiza oficinas com homens do seu território

Dentre as ações coletivas do Serviço de Proteção e Atendimento Integral às Famílias PAIF executado pelo Centro de Referência de Assistência Social – CRAS Nova Esperança, algumas oficinas vem sendo desenvolvidas com a finalidade de fortalecer vínculos comunitários, despertar a participação cidadã e possibilitar reflexão e enfrentamento às desigualdades sociais, de classe e gênero visando superação destas a partir do princípio da equidade.

Uma delas é o grupo de homens, formado por moradores do território do referido CRAS que semanalmente participam de oficinas com o objetivo de:
- Discutir a ressignificação do que é ser homem a partir da desconstrução dos mitos da masculinidade;
- Discutir o impacto gerado nas tentativas de corresponder ao ideal de masculinidade e como atravessam a forma que os homens se relacionam consigo mesmos, com os seus amigos, mulheres, familiares, filhos e companheiras;
- Promover saúde e bem-estar através de conversas informativas sobre a importância em realizar exames preventivos, bem como conversas reflexivas sobre sentimentos e emoções, uma vez que entendemos a raridade de espaços de fala destinado ao público masculino e o quanto tal prática contribui na prevenção do agravamento de riscos psicossociais tal como a violência intra e inter pessoal.

O grupo também pratica cuidados externos em seu território, tal como o próprio CRAS. O cuidado é o fio condutor e formador das atividades. Uma das práticas escolhidas foi a horticultura, com a finalidade de fortalecimento de vínculos sociais e comunitários. Utilizando técnicas da permacultura e bases agroecológicas montaram uma espiral de ervas, que consiste em um jardim 3D com plantas aromáticas e medicinais; realizaram o plantio de mudas de frutas e legumes ao redor do espaço; montaram um sistema de irrigação por gotejamento automático, otimizando recursos e o tempo das atividades quanto à rega; e reservaram um espaço para sementeira, com a reutilização de materiais como madeira de demolição para a bancada e caixas de leite para a produção de mudas.

Os próximos passos incluem atividades de produção de mudas, a elaboração de um jardim sensorial que torne o espaço mais acolhedor e incentive ações sustentáveis com vista a autonomia social.

As oficinas são desenvolvidas pelos estagiários de psicologia social e comunitária, sob orientação da Prof. Dra. Nilma Renildes da Silva da Unesp Bauru, Matheus Silva Rodrigues, Luan Brito Moraes da Silva e Gabriel Oliveira Mendes Correia sob a supervisão da psicóloga do CRAS, Luciana Dantas de Oliveira e coordenação da assistente social Ana Marta, conta também com a participação voluntária do biólogo José Roberto da Silva Júnior, que ministra as oficinas de horticultura.

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