17/09/2021 | Meio Ambiente, Planejamento, Gabinete

Entenda as mudanças previstas na Praça Portugal

Os secretários municipais de Planejamento, Nilson Ghirardello, do Meio Ambiente, Dorival Coral e o engenheiro de trânsito da Emdurb, Aníbal Ramalho, realizaram na manhã desta sexta-feira, 17, entrevista coletiva para explicar o projeto de revitalização da Praça Portugal.

O secretário de Planejamento apresentou o projeto original da Praça, os pareceres de fevereiro de 2020 do Conselho do Município de Bauru, optando pela intervenção no sistema viário e o projeto original com todas as intervenções que estão acontecendo, enquanto que o engenheiro de trânsito explicou sobre as melhorias no trânsito de veículos e pedestres.

O secretário do Meio Ambiente falou sobre o corte de árvores, as compensações ambientais na própria praça e em outras áreas na região e reforçou que todo o projeto seguiu todos os trâmites necessários e legais para aprovação. As áreas que receberão as novas mudas já estão sendo preparadas para o plantio de começa ainda este ano.

As obras de melhoria tiveram início na semana passada e são realizadas pela empresa Zopone Engenharia, como contrapartida de um empreendimento que está sendo construído na região. As alterações vão permitir o acesso direto entre as avenidas Getúlio Vargas e Comendador Martha, e dar mais segurança aos pedestres. As intervenções ocorrem em um trecho pequeno da praça.

A coletiva também contou com a presença dos vereadores Markinho Souza, Beto Móveis e Marcelo Afonso.


PROJETO ORIGINAL
O primeiro projeto da Praça Portugal aparece no contexto da criação da Vila Samaritano, em meados do século XX. O desenho da Praça se constitui em uma maneira de ligar uma via já implantada naquele momento, chamada de avenida Aviação (atual Getúlio Vargas) com a antiga avenida da Adutora (atual Comendador José da Silva Martha), ou seja, desde o início a Praça tinha como característica principal, ligar dois setores já implantados na cidade.
O atual projeto tenta recuperar a ideia original da Praça contudo, dentro das novas normas viárias. A ligação entre as viais inicialmente era bastante rígida, carecendo de um curso suave, ligando as duas avenidas (foto em anexo). “O projeto antigo ainda previa a divisão da Praça em quatro blocos, coisa que tentamos evitar no projeto atual”, ressalta o secretário de Planejamento, Nilson Ghirardello.

PAISAGISMO
O paisagismo original era o clássico, com vegetação apenas emoldurando os canteiros, não permitindo o acesso aos canteiros e sem árvores. Esse projeto nunca chegou a ser executado e a Praça recebeu vegetação mais livres com o passar do tempo. A rigor, nunca houve um projeto de paisagismo como um todo, sendo que a vegetação foi sendo plantada com o passar do tempo sem um projeto para o conjunto todo.

MONUMENTO DA COLÔNIA PORTUGUESA
A Seplan possui outras propostas para a reformulação viária da Praça, mas todas eram mais drásticas, sendo que uma parte delas previa a demolição do monumento dedicado a colônia portuguesa, considerado o símbolo de toda uma região, onde a colônia portuguesa teve um papel importante em seu desenvolvimento. Historicamente, o monumento é o elemento de maior relevância de todo o conjunto, situa-se, no eixo da rua Rio Branco e pode ser visto a alguma distância. “Esse símbolo seria retirado da praça em uma proposta apresentada pela gestão passada”, informa Ghirardello.

PROJETO ATUAL
A proposta atual mantém o monumento em seu local e elimina o quarteirão 13 da rua Vivaldo Guimarães, que faz frente a Praça, sendo que esse quarteirão irá se transformar em outra área verde que se agregará ao espaço verde. A ligação entre as duas avenidas, além de melhorar o tráfego urbano, facilitará a travessia de pedestres, devido a implantação de faixas e semáforos.
A rua Rubens Pagani, onde se situam os bancos, terá sua mão invertida e passará a ter uma quantidade menor de trânsito, pois a ligação das avenidas será feita por outra via. Isso acarretará uma maior facilidade de cruzamento dessa via em direção ao comércio da Av. Getúlio Vargas, sendo que no futuro será possível o alargamento das calçadas.
No geral, pode-se dizer que o novo projeto da Praça, além de atender uma questão de ordem viária, considera o pedestre o foco principal. Pois o pedestre poderá cruzar as ruas Rio Branco e Rubens Pagani de forma mais tranquila e segura.
A rua José Fernandes, hoje pouco utilizada, passará a ser uma acesso bastante relevante ao centro da cidade, pois será implantado semáforo no cruzamento com a Av. Comendado José da Silva Martha.
A melhoria do sistema viário ao redor da Praça está ligada diretamente ao empreendimento que está sendo construído na antiga área da Associação Luso-Brasileira, que será um expressivo polo gerador de tráfego e todas essas medidas são de caráter mitigatório, ao próprio empreendimento, e que inclusive foi aprovado pelo Grupo de Análise de Empreendimentos (GAE) e Conselho do Município, órgãos esses envolvidos na aprovação de empreendimentos na cidade. Não houve necessidade da aprovação do Comdema, uma vez que no local não há árvores tombadas.
“Entre as opções apresentadas como contrapartida da empresa construtora, uma delas focava em equipamentos para a praça e outra focava a melhoria do sistema viário, que hoje já se encontra com problemas de circulação viária, com trânsito engarrafado. A proposta atual tende a melhorar todo o fluxo viário na região, além de fazer o espaço algo mais bonito e agradável”, ressalta o secretário da Seplan.

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